Todo dia é bom!

•17/07/2014 • Deixe um comentário

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Depende de nós para que ele continue a ser. Sim depende de nós e de nossas atitudes, depende de quanto aguentamos provocações e desaforos, depende de quanto sorrimos, de quanto agradecemos, etc. Mas isso vocês já sabem e não preciso ficar com aquele blablabla.

O assunto é outro, é como você olha para o seu dia a dia, é como você encara o que seu caminho lhe oferece e como você o usa. Se alguém lhe dá bom dia, você retribui? Se alguém lhe ajuda você agradece? E se o momento te dá uma foto você a faz? Pense nisso, pois o prazer de ver uma boa foto desse momento faz o seu dia melhorar!

Você está sempre com sua câmera? O seu celular fotografa? Então fotografe, curta suas imagens, mas acima de tudo saiba escolher (ou editar) o que mostrar. As comunidades já estão cheias de porcaria, cheia de imagens que só trazem desconforto, agonia, aflição ao nosso dia a dia. Não transforme o meu bom dia e dos outros também com uma imagem fixa e ou em movimento que nada agrega, que nada alerta, que nada agrada. Torne o dia dos outros melhor com suas imagens boas…

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 Pepe Melega assinatura

 

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Pensamento de fotógrafos de rua (Street Photos)

•11/05/2014 • 2 Comentários

Shadows on the bridge

Quando pensamos na palavra: “amador ” geralmente tendemos a pensar nele como um termo negativo . Chamamos as pessoas com pouca habilidade de serem amadores. Na fotografia, ” fotógrafos amadores ” são conhecidos por serem os fotógrafos “incompetentes”, que tomam composições pobres, tem equipamentos demais, e se fantasiam como tal quando saem para as ruas.

No entanto, o verdadeiro significado da palavra ” amador ” é – alguém que faz algo por amor, ao invés de ser um “profissional” (alguém que faz algo por dinheiro ), continue fotografando por amor.

Kertesz abraçava o fato de que ele era um amador na fotografia e tinha uma forma muito carinhosa de se intitular ou intitular conhecidos que como ele gostam da fotografia como amadores:

“Eu sou um amador e pretendo continuar a ser um toda a minha longa vida. Eu atribuo à fotografia a tarefa de captar a verdadeira natureza das coisas, seu interior , sua vida. A arte do fotógrafo é uma descoberta contínua , que requer paciência e tempo. Uma fotografia mostra sua beleza de verdade quando captada como qual ela está ”

” Por esta razão eu me recuso a usar os truques do comércio e o virtuosismo profissional que poderia fazer-me trair minha carreira. Assim que eu encontro um assunto que me interessa, eu enquadro com a câmera para capturar com sinceridade. Olhe para os jornalistas e para os fotógrafos amadores! Ambos têm apenas um objetivo: capturar uma memória ou um documento. E essa é a fotografia pura ” – André Kertész

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A sua maneira : Abrace o termo ” amador ” – se você não presta serviço por dinheiro como fotógrafo, e saberá que você fotografa por amor a fotografia. Não veja sua fotografia como menos importante apenas porque você não ganha a vida com isso. Muitas vezes, ser um fotógrafo profissional pode corromper a primeira razão pela qual você pegou uma câmera – o puro amor à fotografia.

E como Kertesz nos sugere : uma vez que você encontrar um assunto , um conceito, ou um tema que lhe interessa, capture totalmente e use sua fotografia como um meio para o que você acha que seja verdadeira. Faça da sua fotografia de rua uma maneira de expor o que você vê na vida e torne-a bonita, honesta e imortal.

Adaptação a língua portuguesa de um texto de autoria de Eric Kim (http://erickimphotography.com/blog/2013/09/16/10-lessons-andre-kertesz-has-taught-me-about-street-photography/)

O Natal

•24/12/2013 • 3 Comentários

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É uma data como qualquer outra! Não, vão exclamar alguns. É o nascimento de Jesus! Se de fato é, esse deve estar infeliz, com o rumo das comemorações de seu dia. Em tudo há excessos, nas compras, nas decorações, nas refeições, nas bebidas – que pode acabar com excessos no tratamento as pessoas que se encontram em volta e surge um clima de desarmonia. Não me acredita, então procure se lembrar de suas ceias se não é um fato – seja honesto que você que vai se lembrar. Mas há algo pior ainda, os homicidas disfarçadas de bem intencionados que após tomar bebidas alcoólicas em excesso se acham aptos a manejar o carro da família que acaba se tornando a arma do crime – duvida, veja as estatísticas – pesquise, o google te ajuda. 

Nessa data desejo que vocês possam comemorar sem excessos, curtir as pessoas próximas, trocar experiências e refletir muito para o rumo que tomamos vivendo nosso tempo. Pare, olhe e registre seus excessos, ajude a todos que vivem no mesmo planeta a regredir as agressões que a ele fazemos. Não precisa ser radical, não. Não precisa parar de andar de avião, de carro, etc só estou pedindo para cortar os excessos que são feitos. Tenho certeza que se você o fizer vamos viver em um mundo melhor com menos falta aos mais necessitados… 

Pense em mudar, pense que só é preciso não cometer excessos.

Feliz Natal

 

 

 
Pepe Melega assinatura

Turma do Carrinho

•04/11/2013 • 1 Comentário

Digital

Logo cedo lá no Pari, em São Paulo, SP começa a correria para abastecer um percentual da cidade. Escolhe, compra e entra em ação a turma do carrinho, carrega, puxa, emburra, sobe, desce o tempo todo, pois tempo é dinheiro e o próximo cliente pode estar chegando.

As imagens fazem parte de um trabalho que muito curti ter captado, espero que apreciem o ensaio, para vê-lo – clique aqui

Fotos de Arquitetura – uma difícil tarefa

•22/08/2013 • 1 Comentário

ImagemMuitas pessoas confundem fotos de arquitetura e decoração – minha interpretação é que a primeira se define com a ocupação do espaço no enquadramento onde detalhes da própria ocupação do que queremos mostrar no local onde está o “modelo” por nós fotografado de forma harmoniosa interagindo com a luz, mobilidade e materiais usados pelo arquiteto. Já a foto de decoração é o detalhe a se mostrar, há primeiros planos exagerados muitas vezes onde o objetivo claro é apresentar peças em destaques escolhidas para ocupar um espaço. Reparem como as ideias se confundem e acabam por confundir nossa avaliação. É muito sutil, mas visível aos mais introduzidos na fotografia a diferença entre ambas.

Um olhar mais para a arquitetura pode ser visto clicando aqui.

 

 

Pari – Antigo Pátio Ferroviário

•04/06/2013 • 1 Comentário

Esse é dos trabalhos que amei fazer, era ano de copa do mundo 2006,

Mas era ano de ver como São Paulo é abastecido. É bárbaro, é alucinante, é humano…

É uma turma que acorda cedo, têm sonhos, vive o dia a dia, escolhe, arruma, oferece…

Corre de um lado para outro, carrega, segura, retira, entrega…

Gente, que creio, nasce com o sorriso no rosto e esquece do resto…

Gente que vibra, trabalha, que merece respeito…

E que tem direto a torcer pela seleção…

é gente que só vendo se entende…

Veja aqui, é so clicar.

Abs

A FOTOGRAFIA EM PB NA ERA DIGITAL

•30/05/2013 • 2 Comentários

Sempre gostei de fotos em tons de cinza, ou seja da gama que vai do branco ao preto ou vice-versa possível de reproduzir na impressão final. São os nuances de dégradé que fazem a magia da foto “monogramática”. Saudosista mantinha um equipamento para filmes, uma Voightlander Bessa R3M equipada com uma lente Carl Zeiss Biogon 35mm f 2 e a caixa plástica mantida no refrigerador cheia com Kodak Tri-X.

Uma companheira e tanto, minha Voigthlander Bessa R3M (Foto: © Pepe Mélega)

Uma companheira e tanto, minha Voigthlander Bessa R3M (Foto: © Pepe Mélega)

No estúdio há todo o necessário para revelação de minhas capturas, mas por volta do ano de 2002 parei de ampliar pelo processo químico e optei por faze-lo em impressoras jato de tinta. Longo aprendizado, algumas frustrações e muitas alegrias, experiências com pigmentos a base de carvão, tintas diversas até me render em definitivo as atuais tintas de pigmentos minerais. Os papeis também foram um aprendizado, talvez pior que as tintas, fibras de algodão, celulose, arroz, bambo que o mercado oferece com apelos de marketing que vão da reprodução de tons ao corretamente ecológico. É bárbaro, mas como o tempo aprende-se que a imagem por você criada fica mais adequada a um ou dois tipos de papéis que passam a ser seus eleitos – um aparte: Não é o papel mais caro, não é o papel mais usado pelos amigos e sim aquele que reproduz a imagem como você deseja apresenta-la.

As paisagens em PB uma forma de fotografia imortalizada pelo fotógrafo americano Ansel Adans

As paisagens em PB uma forma de fotografia imortalizada pelo fotógrafo americano Ansel Adans (Foto: © Pepe Mélega)

Ai começa a polêmica, por que a fotografia PB digital é inferior a feita com filme e finalizada em processo químico? Queria muito entender por que tantos insistem em afirmar que uma é menos que a outra, afinal é fotografia, o que muda é o processo para chegar ao resultado final. Mas se formos avaliar com profundidade veremos que a fotografia PB digital é muito mais precisa que a química – quanto a isso não há duvida. No aspecto arte, as imprecisões podem valorizar a imagem para colecionadores e ou museus? Afinal os tapetes orientais como os persas tinha esse “marketing” no momento da venda. Novo aparte: A fotografia é um processo reprodutivo, e assim sendo quanto mais perfeita a reprodução melhor. Entenda que a reprodução perfeita, não é o detalhamento do que se capta e sim a reprodução idêntica do que você criou na sua captação.

23 St, NYC - NY feito com uma câmera compacta, mais pensando em PB para tirar o máximo do equipamento na conversão (Foto: © Pepe Mélega)

23 St, NYC – NY feito com uma câmera compacta, mais pensando em PB para tirar o máximo do equipamento na conversão (Foto: © Pepe Mélega)

Processos a parte deixo meu depoimento: A fotografia PB digital alterou meu saudosismo. Me permitiu carregar menos equipamentos – é vamos ficando mais velhos e isso passa a ser preocupação também, rssss. Também me permitiu ser mais preciso, minhas tonalidades estão mais ricas, as passagens mais suaves e a reprodução infinitamente mais precisa. A magia da fotografia em PB não foi mudada, mudou o processo – não menos complicado para termos imagens de qualidade. Quando se capta é preciso pensar no preto, nas sombras, afinal o branco já está no suporte que será usado tanto no processo químico quanto digital + impressão jato de tinta. Muda a latitude, no digital ela é maior, o que permite saber onde e quando sacrificar (tomar decisões) entre altas e baixas luzes. É preciso ser fotógrafo e agir como tal. Fotografia digital PB, não é errar na captação digital a cor e transforma-la em PB para salvar o erro cometido.

Imagem fruto de captação em FIlme, Kodak Tri X, negativo digitalizado.

Imagem fruto de captação em FIlme, Kodak Tri X, negativo digitalizado. (Foto: © Pepe Mélega)

A fotografia de rua (street shot) é outra com vários adeptos do uso de PB.

A fotografia de rua (street shot) é outra com vários adeptos do uso de PB. (Foto: © Pepe Mélega

Fotografia digital em PB é ótima, nada deve a outro processo e possui a vantagem de ficar longe de químicos que muito prejudicam a saúde de quem os manipula e compromete o meio ambiente já tão sofrível. Mas pense em PB quando for captar, faça suas fotos serem mais ricas em nuances/passagens e esqueça aquele contraste exagerado para esconder erros cometidos no momento do click.

A conversão depende de sua interpretação, mas há hoje excelentes WS como o da Madalena Centro de Estudo da Imagem com Clicio Barroso que fornece excelente informações para você criar sua linguagem, ou melhor a sua forma de como quer que vejam o seu PB.

Ótimos cliks