O Tal do Valor Percebido

Entendam por que estamos pagando caro por muitas coisas no Brasil, a culpa é dos consumidores, somos nós que continuamos a frequentar restaurantes com preços muito acima da realidade e compramos carros que são os mais caros do mundo.

Esta caro ir a restaurantes no Brasil porque esse vivem cheios apesar do preço abusivo (Foto: Pepe Mélega)

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou um executivo. Essa é a resposta que mais aparece em tudo que pesquisei sobre o assunto.

Pagamos mais por tudo, apesar dos custos e impostos não serem as explicações de acordo com muitos estudos realizados. O lucro parece ser o principal motivo por gastarmos tanto. Quem finaliza o custo que vamos pagar conhece muito bem o termo – valor percebido – ou seja aplica-se o valor que se acha que pagaremos para ter o produto e não um lucro real dentro de um planejamento estratégico.

Nós vivemos em país rico pelo jeito, onde pagar um custo alto parece ser muito mais fácil do que ganhar uma remuneração adequada como ocorre no resto do planeta.
Nós vamos continuar a pagar caro por produtos e sermos mal remunerados em nossos serviços até o dia que dizermos basta de exploração e deixarmos o caro ficar sem consumo para que entendam que o nosso – valor percebido – é menor do que eles pensam.

Abs

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~ por Pepe Mélega em 29/06/2011.

4 Respostas to “O Tal do Valor Percebido”

  1. o brasileiro é realmente muito bobo, pepe.. a gente gosta de ser enganado, ao que parece..acreditamos, com toda firmeza, em qualquer político vagabundo que nos oferece um brasil que não existe e, por conta disso, achamos que estamos no melhor dos mundos, quando a realidade é bem outra.. nossas carências -como raça- são infinitamente extensas, nossa cultura está a anos luz de outros mundos civilizados e ainda pensamos estar vivendo (principalmente no atual momento eufórico da nossa incipiente economia) num mundo cor-de-rosa.. qual o que: é só destravarmos nossas grades que nos mantêm em relativíssima “segurança” dentro dos nossos presídios particulares e pisarmos o pé na rua, para nos sentirmos inseguros, medrosos e tensos… depois disso, pra relaxar, nos sujeitamos a pagar uma fortuna por uma garrafa de vinho e um jantar que mais das vezes nós poderíamos mesmo dispensar.. (às vezes até a decepção pós-conta é tão grande que jamais voltamos àquele restaurante da moda!).. muito oportuno teu post, pra abrir os olhos dessa atual onda de “gastrochatice” que assola o país..

  2. Realmente Pepito…
    O maior desafio dos prestadores de serviço é criar a percepção de valor no serviço que presta. Esta dificuldade esta muitas vezes devido à percepção de utilidadade X valor X momento ser individual de cada consumidor ou empresa.
    E mesmo a comparação de difícil ação pois é raro um cliente que contrate ao mesmo tempo e nas mesmas condições dois prestadores de serviço apra comprar o que ocorre.
    Quem faz seguro de carro talvez já tenha prestado atenção na diferença que se é contratar o seguro através de um corretor independente, mesmo que com um valor 10-15% acima do valor que teria com o gerente do banco onde tem conta. Mas este conhecimento só ocorre quando ele precisa acionar o seguro e descobre todas as dificuldades que terá de passar sozinho (o gerente do banco não quer mais saber de você até a renovação), coisa que o corretor independete considera parte do seu trabalho para agregar o devido valor à preferência.
    Na fotografia vivemos muito disto, mas não apenas nela isto ocorre. Nossa única salvação é fazermos o nosso melhro sempre, sendo justos e transparentes com nossos clientes atuais e torcer para que com o tempo estes se tornem clientes de longo prazo.

    • André não tenho receio pelo que recebo por meus serviços, esse é um valor baseado na experiência e necessidades de viver em uma cidade como São Paulo assim como não vejo problema nos preços praticados por outros. O que me assusta é a forma como alguns decisões sobre preço são formadas de forma global e numa pratica semelhante a de cartel no caso dos restaurantes e fabricantes de carros.

  3. São os efeitos colaterais de uma economia em crescimento acelerado. Aumenta a demanda para uma oferta limitada. O dono do restaurante percebe que os seus 40 lugares não são mais suficientes para o número de clientes. Dessa forma, tem duas opções, ou aumenta o restaurante (investimento na produção) ou aumenta o preço, o lucro e limita a freguesia num patamar que ele consegue lidar.
    É o grande desafio do país para os próximos anos, conter a inflação. Por isso os juros aumentam, para desacelerar o consumo e manter a demanda num patamar controlável.
    O ideal seria incentivar o investimento na produção,mas os empresários são,na maioria das vezes, temerosos. Temem gastar rios de dinheiro para produzir muito e, de repente, a economia ir mal e a demanda diminuir.
    Apesar do país ir bem já há alguns anos, ninguém confia de olhos fechados na nossa economia

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