Mas afinal, o que é Fine Arts?

 

“Under the Eiffel Tower,” de Andre Kertesz que teve o objeto de seu trabalho reconhecido como fine arts

Com certeza não se trata de uma foto impressa em papel destinado a reproduzir fine arts que vai transformar sua imagem em fine arts, isso é um fato que deve ser absorvido.

Historicamente, as cinco mais belas artes eram pintura, escultura, arquitetura, música e poesia, com as artes menores, incluindo teatro e dança. Hoje, as artes plásticas geralmente incluem a arte visual e as artes performáticas, como a pintura, escultura, colagem / montagem, instalação, caligrafia, música, dança, teatro, arquitetura, fotografia e gravura. No entanto, em algumas instituições de ensino ou em museus de arte, frequentemente o termo fine arts , está associado exclusivamente com as formas de arte visual.

O termo é hoje comumente evitado pelos historiadores da arte acadêmica e é muito menos usado em qualquer contexto no Reino Unido do que na América do Norte e do Sul, onde está se generalizando como algo palpável através de um processo de impressão – no caso da fotografia – aqui no Brasil .

Ou seja fine art é o fruto, ou objeto, de sua capacidade criativa que passa a ser aceito pelos experts no assunto. Então vou repetir novamente, não é porque você usa um suporte destinado a fine arts que você está fazendo fine arts.

Exemplo: Posso comprar o melhor papel da Canson para aquarela e entregar no jardim de infância mais próximo de casa para as crianças lá matriculadas fazerem suas pinturas , com certeza teremos inúmeras interpretações do tema proposto pela orientadora e para alguns pais pode até parecer fine arts, mas com certeza não são eles que decidem isso.

 

Canson, suportes certificados para reproduções que se candidatam ao status de fine arts

No caso da fotografia existe uma estética, mono ou multi cromática, que baseada na criatividade de seu autor pode se tornar arte (fine arts) ou manter-se como um mero registro que se somará a tantos outros existentes e espalhados em sites de álbuns fotográficos. Vide Flickr, mas com um detalhe também podemos garimpar entre essas imagens e achar algumas imagens dignas do titulo de fine arts.

O suporte que se usa, e aqui vou ser especifico para o caso de fotografia, é uma ferramenta, é o meio que materializa a sua pretensa fine art. Esclarecendo, sua câmera, pode ser um DSLR, Lomo, Diana, Pinhole, Do celular, de filme 35mm, médio e ou grande formato e ser impressa no que existe de melhor seja esse um processo químico e ou digital – impressões jato de tinta onde há o uso de papeis e tintas certificados para garantirem durabilidade a sua imagem como produto final – impresso ou como diz meu amigo Alexandre Urch saindo do mundo virtual para se materializar. Então não é por que você usou uma mega blaster câmera para fotografar e imprimiu sua imagem em materiais destinadas a reproduzir fine art que ela será uma fine art – ela precisa ser aceita como tal por quem é especializado (críticos, curadores, art buyer e o público que a vê como tal)

Mas como saber que você possui uma imagem que pode ser uma fine arts em seus arquivos. Vou tentar dar umas pistas, mas não são verdades e sim atitudes que podem levar a você produzir para um mercado de fine arts.

1 – Estude, entenda o que você está clicando dentro de uma estética criativa ou não e procure tirar disso o melhor que poder.

2 – Não se preocupe com os outros, faça  o que você gosta e de uma maneira que mostre seu estilo, sua intenção. Pois dessa maneira você estará realmente envolvido com o que faz e o resultado é que fará cada vez melhor. Fazer com paixão é umas das mágicas que podem levar a fine arts.

3 – Imprima o que você gosta e deixe exposto no seu escritório, casa, atelier e acompanhe os comentários de quem vê. Se esta imagem permanecer por mais de três meses surpreendendo a você e a outros observadores é porque provavelmente você terá um boa imagem que poderá ser aceita como uma fine arts.

4 – Uma vez que o item três gerou produtos (imagens aceitas por você e por outros observadores) procure estudar, entender sobre os suportes para melhor imprimi-la. Consulte um print, faça amostras e veja qual papel e forma de impressão mais te agrada para aquilo que você já realizou.

5 – Quanto estiver de posse de um bom numero de imagens (não menos do que 12 e não mais do que 30) é a hora de bater perna, ir a galerias, leituras de portfólio, mostrar para quem produz e é reconhecido por fazer imagens que se enquadram como fine art, etc. É nesse momento que você pode ter a aceitação ou não de sua arte é aqui que algumas imagens suas podem se tornar fine arts.

 

Uma candidata a fotografia fine arts pela aceitação até agora apresentada (Foto: Pepe Mélega)

Não existe formula infalível, não existe sistemática, existe sim ralação e inspiração que podem fazer de você um fotógrafo que produz fine arts ou não.

Abs

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~ por Pepe Mélega em 12/01/2011.

35 Respostas to “Mas afinal, o que é Fine Arts?”

  1. Me desculpe. Mas se uma foto simples de uma casa, onde o unico atrativo é a neve, é considerada “fine-art” então qualquer foto assim também será!
    O apelo que a neve exerce é APENAS uma questao metereológica-cultural. Em países tropicais como o Brasil as pessoas não tem o habito de ver essa cena no dia a dia. E esse, ao meu ver, é o unico ponto de atenção da fotografia. Lamento dizer ao autor da imagem mas isso não é fine-art!

    • Exatamente Carlos Alberto, esse é o ponto. Essa imagem simples e esteticamente correta é aceita, entre todas outras realizadas com mais trabalho e esmero que outras, mas é essa a aceita e é isso que pode vir defini-la com tal. Por isso mesmo lá na legenda dessa imagem está escrito que ela é uma candidata (não que é) a se tornar uma imagem fine arts. Obrigado pelo seu comentário. Abs

      • “(…) mas é essa a aceita e é isso que pode vir defini-la com tal.”

        se entendi bem, é a aceitação dos especialistas que define se algo é ou não arte? não sou fotógrafo profissional, apenas um pintor-escritor-músico com interesse em fotografia. e se sua opinião reflete o nível atual da reflexão sobre a linguagem fotográfica, vocês estão em maus lençóis! digo isso porque a pintura, a escultura, a performance, o teatro, o cinema, a literatura… acho que TODAS as artes já ultrapassaram esse ponto, cara! essa ditadura dos professores é algo já morto e enterrado! senão, vejamos: na pintura, temos o movimento impressionista, no SÉCULO 19, além de todas as vanguardas… na música erudita, stravinsky, NA DÉCADA DE 10 DO SÉCULO PASSADO. no cinema, veja o cinema novo, o dogma…

        acredito que a arte anda pra frente, através de criadores que se negam a fazer o jogo do profissional bem-comportado. depois, quando suas ousadias se tornam aceitas, viram um novo parâmetro de excelência. ou seja, tais parâmetros sempre são voltados para o passado, o conhecido, o já feito, o estabelecido.

        mas ainda bem que a realidade é mais ampla que esses rótulos bobos, “fine arts” ou seja lá o que for! morte aos especialistas-com -cheiro-de-mofo-de-biblioteca!

      • Ahhh Cyrano, estamos a falar a mesma coisa…. O rotulo Final Art não tem importância nenhuma sem reconhecimento, é só mais um efeito de marketing nada mais. Porém se há reconhecimento em sua obra é por que houve aceitação do publico e não somente dos críticos, curadores, etc – eles até podem formar uma opinião. Mas é a aceitação que transforma o que você fez/faz em algo conhecido – senão suas obras continuarão perdidas em um espaço qualquer até serem descobertas, reavaliadas e colocadas a exposição buscando aceitação – esse é o mecanismo e sempre o foi. Nosso trabalho deve ser mostrado, deve sofrer criticas e pode ter aceitação se não passar por isso não será nada pois não haverá conhecimento de sua existência. E a trabalhos entre o universo das artes sendo apresentado e muitos voltam para aquele espaço (um canto, uma gaveta) a espera do momento de serem reconhecidos. Sem reconhecimento não são nada e nenhum tipo de sociedade, desde o consumo popular até a classe intelectualizada. Eu não afirmei em nenhum momento que faço Fine art, nem ensino a faze-la ou digo o que é Fine Art, mas tenho a convicção que só existe se for reconhecida com tal e por isso não posso, não devo nomear (ou tagear) meu trabalho como Fine Art. É a isso que a crônica se refere. Abs

  2. Gostei Pepe !

    Obrigado por compartilhar seu conhecimento.

    Abraços

    Abdo

  3. Grande Pepe!
    Sábias palavras!

    😉
    saudades,
    beijo,
    Taty

  4. Pepe;
    Acho que o texto é muito elucidativo, para os não preguiçosos.

    Acho que a imagem postada é um bom exemplo de uma imagem que gera o questionamento? É preciso entender também o que é ARTE. Acho que um bom texto para nos questionarmos a respeito de arte é : http://www.canalcontemporaneo.art.br/brasa/archives/003544.html

    Arte não é uma questão de apelo, é profundidade, é conteúdo, até mesmo quando não o reconhecemos…. Arte mexe, arte convida a pensar, arte convida a sentir…

    Obrigado por levantar esta questão para ser discutida.

    Abraços

    • As duas imagens foram escolhidas por esse motivo Wilian. A de Kertész pode ser questionada por alguns parisienses acostumados com as visões que a torre Effel, assim como o Carlos Alberto questionou a da casa, argumentando o aspecto metereológico-cultural, apesar da aceitação no circuito NY/NJ não estar enquadrada no contexto já que aqui é um fato costumeiro. Muito provavelmente a casa, assim como as sombras da torre feita por Kertész remetam ao sentimento mencionado por você. Abs

  5. pepe, morei em paris por 5 anos. realmente a torre é uma visao mto explorada e conhecida dos franceses. existe o fator orgulho para eles, qualquer foto da torre é perfeita. a foto do Kertesz é excepcional. embora uma cena corriqueira, tem uma magia. (Conheço boa parte do trabalho dele) Sem preconceitos, uma magia que não vejo na foto da casa. Na minha opiniao apenas uma foto com alungs retoques para garantir um “ar” na imagem e um enquadramento deslocado como manda a “tao falada” regra dos terços (que para mim não significa absolutamente nada!) Mas repito, sem nenhum chamativo que não seja a neve (digo isso como uma critica realista e não esculhambação)
    O grande problema é que os fotografos querem se denominar fine-artists isso nao existe! Quem consagra um artista é o publico e não o proprio “artista”. Quem vai dizer que isso ou aquilo é fine-art , arte, ou qualquer outra denominação é o mercado, simples assim!
    Tentar ser ou querer ser não é uma variavel que o fotografo possa controlar. (nem deve!) O importante é fazer um trabalho e não tentar se rotular. “quem se define, se limita”

    Abraços

    • Carlos;

      Acho que o texto do Pepe fala exatamente sobre isto : quem decide o que é arte ou não é o público. A foto não foi colocada no sentido se intitular-se como Fine Art. Gosto do que disse : “quem se define, se limita˜. Infelizmente no mundo em que estamos vivendo o rótulo está mais importante do que o conteúdo.

    • …quem se define, se limita… perfeito!

  6. Desprendido esse teu depoimento. Quase didático. Inclusive quando você comenta sobre determinada imagem que por algum motivo destaca-se sobre as outras.
    Agora, falando em didático, e o tamanho dessas cópias?
    Cópias ou arquivos digitais? enfim, há mesmo muitas questões nessa seara.
    abc,

    • Lina Faria, não existem regras e sim decisões. Decida você o tamanho que te agrada, se quer digital ou não. Se o seu trabalho chamar atenção, poderá ele se tornar parte da chamada fine arts. Abs

      • afinal, que importância tem essa tag “fine arts”, meu caro? que importância ela terá aos olhos dos historiadores da arte, ou do público que estiver buscando imagens vintage do início do século 21? você sabia que artistas como monet e cezanne, hoje em dia ícones da criatividade artística e avôs de nossa atual percepção do “belo”, foram excluídos do salão de paris? essa instituição tão respeitada chancelava os artistas da época, era quem decidia quem merecia o label “fine artist”. mas, veja só que ironia! os mais influentes nas décadas posteriores foram precisamente os rejeitados pelo salão!

        minha visão é de artista, pois é isso o que sou. acho uma bobagem esperar aprovação de críticos para poder chamar de arte uma peça qualquer. é ainda mais tolo um criador depender dessa aprovação para saber se é ou não artista. mas, em tempos de “ídolos”, “se vira nos trinta”, botão “like” etc., as pessoas estão mesmo predispostas a se definir com base na opinião alheia. triste época a nossa.

      • A cronica em questão é ampla e foi idealizada para gerar a discussão, mas há de se ter noção ao faze-la, em minha opinião o que está sendo aceito pelos museus estará presente no futuro como representatividade de nosso século 21 – podemos não concordar com isso, mas é o que vai acontecer e é da mesma forma que aceitamos o que vemos hoje em museus, livros e estudamos sobre arte – nada mais do que a memória que nos foi apresentada! Será que n˜åo havia outras correntes importantes que sucumbiram por não terem sido aceitas?

        No Brasil hoje impera o axé, o sertanejo, etc e nem por isso os autores e interpretes são reconhecidos muito la fôra e são eternizados, o mundo conhece Tom Jobim – o maestro mais tocado no século passado e na última década também! Ele é um artista reconhecido em sua arte. Esse é o ponto, a magnitude do que vc realiza é que determina o quanto vc de fato o é.
        Essa é a premissa, podemos seguir toda orientação necessária para realizar uma obra com intuito de ser Fine Art, mas se não tiver aceitação não será Fine Arts por mais que queiramos. É isso a que se refere a crônica, o marketing pessoal de alguns que querem impor padrões a sociedade e dessa forma limitar o livre arbitro de escolher, de eleger, o que é realmente Fine Art.

        Eu tenho fotos aceitas, entre inúmeras que faço e que acho muito mais interessantes do as que são aceitas, mas e dai! Sou somente um fotógrafo que presta serviço quando contratado e que nas horas livre realizo meu autoral.

        Abraços

  7. Gostei muito do texto do Pepe e tambem da intervençao do Carlos. Os dois me proporcionaram material para ir mais fundo nessa questão “Fine Arts”. Obrigado, ans José Senna

  8. Vejo muita coisa por ai de gente com nome no mercado fotografico que e considerado como fine art, mas quando olho para a imagem nao vejo nada…isso me leva a pensar…quem sao os experts que deram a classificacao de fine art para essa imagem?? os amigos dele que sao curadores, donos de galerias, criticos de arte??…acho tudo isso muito relativo….

    • Mas a arte é relativa a quem a observa, para uns há valor para outros não. Abs

      • Sua resposta foi perfeita.
        Se eu fizer uma foto, imprimir em um papel especial ou comum e colocar na parede da minha casa onde minha família e amigos vêem e gostam, pra mim é arte.
        O que acham?

      • Há muito a se pensar no que você escreveu Lucca e sim pode ser arte em seu micro-ambiente, aquele de sua convivência mas será no macro ambiente? Arte é ampla e limitada ao mesmo tempo e tudo depende de quem a observa a elege como arte e é isso que o artigo menciona. O que para uns pode não ser arte para outros pode sim, mas continua cabendo a quem observa reconhecer e não a quem faz – mesmo que leve anos para acontecer esse reconhecimento. Abs

      • Concordo! No macro ambiente é outra história.

  9. Que bom ter espaço para poder ler que escreveu e por termos a oportunidade de externar as nossas opiniões… Uma das melhores coisas, se não a melhor, criadas com a internet foi a democratização e a retiradas das rédeas que guiavam todos em todas as áreas: jornalismo, arte, comunicação, etc. Hoje as tribos se multiplicaram e se replicaram por todos os lados. Que bom que existe Flick e outros canais de publicação de fotos, sem regras e rédeas guiando as pessoas. Essa liberação gera movimento, discussão, gera atitude e com tudo isso a possibilidade de se pensar em “Fine Arts”. Claro, primeiro alguém gosta ou gostou de clicar sua câmera, depois achou interessante mostrar para alguém e colocá-la em algum lugar. Depois surgiu o sentimento de que poderia fazer melhor, mais adiante se buscou mais informação, tentou colocar em prática, fez algo mais interessante, houve uma aceitação e com isso pode se transformar em “Fine Arts”.
    O que estou tentando dizer é que a ditadura do que ou não é já não tem relevância… As pessoas tramitam de um lado para outro com seus trabalhos, música, arte independente se gostam ou não se é aceito como Arte ou não.
    O perigo é num futuro muito próximo os que vivem dos Museus, aqueles que vivem se escondendo atrás de conceitos e regras sobre arte, passem a virar Peças de Museu.
    Viva a democracia da net e viva a Fine Arts de cada um…
    Fran Camargo

    • concordo contigo, fran. acho interessante como a maioria dos fotógrafos tem uma visão estreita do aspecto artístico de seu trabalho… falta cultura mesmo! achar que um trabalho é “fine arts” só pela aceitação de público e crítica é uma tolice imensa! então, se formos extrapolar essa premissa, “a sagração da primavera” de stravinsky certamente não é uma obra de arte, pois foi aberta e violentamente desaprovada em suas primeiras apresentações. outro exemplo famoso é o balzac de rodin. ou o mais conhecido, vincent van gogh.

      de fato, hoje, com a web, novos padrões de excelência estão surgindo. eles diferem consideravelmente dos estabelecidos por especialistas-ditadores-cheirando-a-mofo-de-biblioteca. coppola um dia disse que o cinema só seria arte de fato quando sua filha (à época uma criancinha) pudesse pegar sua câmera e filmar, trazer o material e editar em casa, com total liberdade e a baixo custo. bem, parece que chegou esse dia, não só para o cinema, mas também para a fotografia, a edição de livros, e o que mais se queira fazer.

  10. para ser arte precisa ser denso ter conteúdo.quanto mais coisas uma imagem falar de si,mais próximo da verdadeira arte ela estará.despertar sentimentos e emoções profundas,marcar e fazer a diferença na vida das pessoas que a vejam,fazendo-as querer voltar a ver a imagem ou querer tê-la para sempre,para aprender mais.somente as pessoas que gostam de viver a vida entendem a arte,os outros agem por interesses menores ou por dinheiro.

    • pessoalmente, sinto e penso a arte da mesma forma, mas não posso concordar com a ideia de a arte em geral ser sempre densa de conteúdo. em muitos casos a densidade está na cabeça do observador de uma obra. há artistas que, sabedores deste fato, propõem um trabalho q terá ressonâncias num público específico. ele conta com esse circuito, esse feedback. há também obras de arte mal-acabadas, ou com muitas pontas soltas (o q não é bom ou ruim em si mesmo), outras tão inovadoras q não contaram com a compreensão dos contemporâneos. enfim, renego as noções de q “arte” seja uma palavra com força de elogio. nem sempre uma obra de arte é profunda. e o q significa “verdadeira arte”? não são os olhos de cada um q decidem? então como se pode falar em “verdade” aqui? quanto à atitude do artista, muitos não se importam com o despertamento de sentimentos ou emoções profundas na vida dos espectadores, fazem arte por motivação intrínseca. e quanto aos artistas q agem motivados por dinheiro? são falsos artistas?

  11. para mim fotografia é arte,fotografia sem arte não é nada. aliás a vida sem arte não tem a menor graça,é muito chata. a técnica não tem importância nenhuma,só serve como instrumento para a realização da arte,ou seja,da vida. fotografo sempre com arte,mesmo que seja o trabalho mais comercial do mundo

  12. Parabéns pela matéria Pepe,moro em Iguaba Grande RJ e não sou muito aceito pelos fotógrafos da minha cidade,pois não faço fotografias populares, eventos, ou ensaios,gosto muito de composições bem feitas, trabalhos fotográficos com arte,faço um trabalho de fotografias para moldura de minha cidade, não sei se são fine arts, mas faço com amor, com prazer e com determinação, essa é parte do meu trabalho:
    http://fineartamerica.com/profiles/fernando-salomao.html
    mas acho que estou longe de onde quero chegar.

  13. oi
    adorei as suas observaçoes
    extremamente esclarecedoras

  14. O texto é um esclarecimento importante para os iniciantes . Eu estou participando do 1º Festival de Fotografia de Búzios . Sou artista plástica , trabalhava com telas , mas entrei para o FLICKR e a necessidade de postar com fotos quase que diariamente , criei uma nova técnica mista , composições artísticas somente para serem fotografadas . Surgiu uma nova experiência muito prazerosa e emocionante , pois ela tem despertado comentários positivos e incentivadores do mundo todo . A minha arte transmite beleza , questionamento e uma energia positiva . Ela é decorativa e muito eclética tonando – a bem vinda a todos os ambientes .
    http://www.flickr.com/photos/gloria_rimes

  15. Pepe, o que acha dessa foto como fine art: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=321743507849934&set=a.307373152620303.79052.100000428615976&type=3&theater

  16. Este é um ponto importante: “Com certeza não se trata de uma foto impressa em papel destinado a reproduzir fine arts que vai transformar sua imagem em fine arts, isso é um fato que deve ser absorvido.”

    Apesar de nosso processo ter toda uma preocupação com a qualidade da impressão e suporte (que chamamos de qualidade museológica ao invés de impressão fine art), consideramos que não dá para falar de fotografia fine art se não houver um apuro e uma intenção técnica, estética e discursiva explícita do fotógrafo.

    Vide o bom exemplo que você deu já no começo, do Andre Kertesz.

  17. Sinceramente o problema da fotografia é que todo mundo acha que entende do assunto e tem o direito de opinar como formador de opinião.

    Concordo com Gandhi quando disse que, nas questões da verdade a opinião da maioria não conta. É só pesquisar sobre a fotografia de Andreas Gursky “99cents” que vai me entender.

    Para quem não entende nada de fotografia e insisti em rotular-se como fotógrafo, é uma ofensa tocar no aspecto técnico como fundamental. Mas, como um pintor ou escultor vai desenvolver seu trabalho sem técnica? Aquela cor, aquela curva… e na fotografia só porque as vezes, sem querer, sai alguma coisa boa, isso não diz nada, – só pra quem não entende bulhufas.

    A arte acontece sozinha, quando um artista se expressa com tamanha técnica e causa, que a arte surge. Futebol também é arte, pilotar como Ayrton Senna é arte, arte é a expressão da perfeição – alto nível técnico.

    Portanto, o fotógrafo é o que menos poder opinar, mas também o primeiro a reconhecer sua arte – que deve ter alto nível técnico, o que supõe repetir o resultado.

    Arte não é fruto do acaso!

    Por outro lado, na prática a teoria é outra e quem vai reconhecer? Existem muitos fotógrafos que forçam a situação, existem galerias que expõe mentiras como se fossem verdades, e críticos que admiram o bizarro e o estranho. Acredito que arte, no final das contas tem linguagem universal, “conversa” com todos e não tão somente entre pseudo-especialistas que têm a voz da verdade. É só estudar a história da fotografia e verá quantos fotógrafos morreram de fome, deixando seus herdeiros ricos.

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