Beira de Rio

Pode ser clichê, mas é difícil de resistir (Foto: Pepe Mélega)

Passei muito tempo de minha vida a “beira de rio” e quero continuar a passar, justifico as aspas por ser uma expressão de pescador e na verdade muitas vezes a “beira de rio” era a beira de um lago, represa, mar, canal, praia que são lugares maravilhosos de se estar e apreciar o que a natureza nos oferece. Por sorte a câmera me acompanha e por vezes capto a lembrança do que vivi e vi.

Fotografar é uma forma de guardar lembranças e acredito ser o principal motivo que leva as pessoas a comprarem uma câmera. Há o lado profissional, há o criativo, há o oportunismo ao se usar uma câmera, mas o resultado é sempre o mesmo – a imagem. Imagem que pode estar carregada de símbolos, de intenções, de provocações, etc e sempre lhe tratá lembranças de varias formas. Lembranças de ter estado lá, ou de que deve ir lá , de comprar, de não aceitar, de repudiar, de sonhar…… Fotografar está se tornando um hábito diário para muitos, por lazer ou por profissão se fotografa com a câmera aperte e dispare, com a sofistica, com a hiper mega sofisticada, com o celular, com os consoles de jogos portáteis, com a caneta… Há sempre um jeito de registrar imagens na atualidade. Milhões de imagens diariamente são produzidas, guardadas ou divulgadas de várias formas. Jornais, revistas, internet ou simplesmente para os amigos, familiares, namorada, impressa em papel ou na tela do computador o registro ganha vida própria – circula, é visto, comentado, causa reações diversas e acaba por se tornar um clichê cada vez mais rápido graças a velocidade da informação atual. Mas não importa o quanto clichê se torne, a imagem continua a despertar as lembranças e sempre tem a sua função, não pare de fotografar o que você deseja, fotografe mesmo que seja para você!

Obs: Adendo, já que perguntaram segue informações sobre a imagem, captada em 2002/dezembro, o rio é o Parana, mas lá do lado Argentino, a câmera uma Mamiya 645 Super com lente Sekor 55 mm e filme Kodak E100VS, digitalizada em um escaner Epson Perfection V500 PHOTO usando uma mascara 6 x 6 eliminando informação na parte inferior do quadro.

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~ por Pepe Mélega em 12/05/2010.

5 Respostas to “Beira de Rio”

  1. Por muitas vezes deixamos de comentar ou prestar a devida atenção em algo, por ser à primeira vista pouco interessante, seja por que já vimos semelhança, ou por não fazer parte do nosso círculo de predileções. Fotografia deve ser observada como texto/discurso, enfim, mais do que uma representação plana. Contudo, ultimamente, grande parte dos admiradores “internáuticos” estão navegando num mar de fotos, e param de prestar a devida atenção, ou mesmo, de tentar compreender por que o autor divulgou tal foto, sob a justificativa da aparente repetição desinteressante. Devemos parar de rolar a barra vertical ou a “rodinha” do mouse com tanta rapidez e/ou de dar seguidos “enteres” quando observamos um slideshow.

    O texto/foto acima demonstra a importância/respeito com as lembranças, que uma foto sempre é mais do que, nós, especatadores podemos perceber. Gostei bastante da parte final do seu texto: “a imagem continua a despertar as lembranças e sempre tem a sua função, não pare de fotografar o que você deseja, fotografe mesmo que seja para você!”.
    Para ilustrar o trecho acima, confesso que divulguei uma foto no Flickr nesses dias que não era a que possuía elementos de composição mais interessantes, digo até que também é clichê para foto de show. Contudo, foi a que, para mim, traz o verdadeiro significado da representação performática musical daquele cantor. Retrata toda a sua vontade/vigor e envolvimento com o que faz.
    Enfim, obrigado pelo alerta/aprendizado, esperando outras crônicas, artigos, experiências/ensinamentos.

  2. Fico imensamente feliz te ver que, coincidentemente, no meu humilde blog mencionei justamente sobre os “clichês irresistíveis” em texto publicado no mesmo dia. Feliz principalmente em saber que a opinião de um mestre, como você Pepe, é análoga a minha (ou melhor, a minha é análoga a sua, rs). Existem fotos que são nossos momentos eternizáveis, e têm lugar garantido na pasta “minhascoisas”.

  3. […] A tempo: Coincidentemente o Pepe Mélega comentou sobre os clichês irresistíveis em seu blog na mesma data deste post. Vale conferir seu ótimo texto! […]

  4. Concordo plenamente!! Amo estas imagens de natureza, por do sol, rio, vegetação. Vivemos em um mundo tão poluído e sujo e quando podemos vivenciar um lugar como esse temos obrigação de registrá-los. Obrigada pelo Post

  5. Se uma imagem te tocou, não interessa se ela faz parte de um “clichê” da fotografia, acho que ela deve ser registrada mesmo que seja para sua satisfação pessoal, mesmo que seja para que você um dia lembre que viveu aquele momento.

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