Fotógrafo – Regulamentar a profissão

Fotojornalista em NY (Foto Pepe Mélega)

Fotojornalista em NY (Foto Pepe Mélega)

Todo ano lei-o o mesmo debate em lista de discussão e blogs espalhados pela web que tem como tema a fotografia e todo ano há os contras, os a favores e os tanto faz. Na verdade não há consenso e continua uma discussão sem rumo adequado ou melhor orientado. Criam dificuldades para criar facilidades (eterna herança deixada pelos nosso descobridores) e o LOB do ensino superior vai se aproveitando para criar mais uma maquina casa-níquel e despejar ao mercado um grande número de formandos balançando seus diplomas ao vento prontos a desbancar aqueles que por vocação se atiraram ao oficio e penaram muito mais para saber alguns dos segredos da arte.
Não se sei se sou contra ou a favor, realmente fico em cima do muro literalmente. O registro, se necessário, terei. Afinal após 39 anos de atividades fotográficas pagas e documentadas por artigos publicados e alguns jubilados por imagens na capa, logo estarei provando que sou ativo no oficio a um tempo e assim como aconteceu quando regulamentaram a profissão de jornalista acabo por ter o registro. Aliás o fotojornalista pode possuir seu registro reconhecido pelo MT, então de alguma forma a profissão já é regulamentada.
O que me incomoda é que esse tipo de legislador (deputado ou senador) nunca avaliou a real necessidade do ato que está propondo a fundo. O que de fato acontece é que um grupo interessado apresenta uma proposta e um dos dignissímos representantes do povo assume a criação e segue motivado pelo LOB (normalmente acompanhada de um forma remunerativa) na tentativa de justificar a existência de um oficio que o mercado regulamenta a anos. Sim é o mercado afinal que regulamenta a profissão o resto é criar dificuldade para vender facilidade. Explico: para exercer a profissão de fotógrafo há de ser ter ensino superior (dificuldade, não muita), facilidade a multiplicação de estabelecimentos de ensino superior abordando os fundamentos do oficio para interessados em ter o papel que lhes garante uma profissão. Depois basta se associar ao sindicado (é vai haver a obrigatoriedade) para receber o número de registro que vai acompanhar sua assinatura comercial.
Tudo feito poderei então em minha correspondência comercias assinar, Pepe Mélega – Fotógrafo – MTb xxxxxx, será que realmente fará alguma diferença ao mercado. Será que quem contrata estará mais seguro de que se trata de um profissional gabaritado para realizar o serviço? Será que haverá um tabela com valores mínimos a ser pago ou a lei da oferta e procura continuará a determinar a remuneração da classe?
Honestamente não sei a resposta. Tenho certeza somente que representará mais custo para exercer a profissão. Isso é fato pois teremos que recolher taxas e talvez mais impostos por estarmos finalmente com no oficio reconhecido como profissão num país que herdou a pratica de criar dificuldades para gerar facilidades.
Alguns dão exemplo olhando para países distantes e o maisnormal é apresentar as estatísticas dos USA e lá vem os números: xxxx cursos profissionalizantes, xxx estabelecimentos de graduação, xxxx associações de classe e ninguém demonstra como se cria uma empresa para exercer o oficio legalmente lá e como é simples e justo o recolhimento da parte governamental e com isso saber quanto vai custar ao interessado manter isso funcionado para então poder avaliar se o valor que o mercado remunera paga sua estrutura mínima exigida por lei de regulamentação para exercer oficio.
Sei lá os modelos existem tomará que seja adequado as necessidades de nosso país e principalmente (sonhar é possível) aos mais interessados: os fotógrafos

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~ por Pepe Mélega em 31/07/2009.

Uma resposta to “Fotógrafo – Regulamentar a profissão”

  1. Se a gente não fosse prejudicado com a regulamentação…
    +imposto, +taxa do sindicato, e faculdades uniesquina faturando em cima…
    Tem que pensar bem.
    Desenhista, pintor, escritor, escultor… Fotógrafo… Ofício não combina mais com arte? “Liceu de Artes e Ofícios”, e não UNIMELECA.

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