Para ver, curtir e entender

•18/01/2016 • Deixe um comentário

Vi no facebook e estou compartilhando pois é genial, John Lennon, Keith Richards e Eric Clapton juntos. Abs

Dia do Fotógrafo

•08/01/2016 • 1 Comentário

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Hoje, 08 de Janeiro parece ser o dia do fotógrafo, para mim a mais de 48 anos todo dia é do fotógrafo ir a luta por uma nova imagem, para realizar uma nova fotografia através de mais um ensinamento que absorveu ou de mais uma experiência para chegar ao resultado desejado. Já fui fotógrafo full time, vivia somente da fotografia, depois passei a precisar de mais fontes de renda para viver e isso continuou e continua. Não há glamour como se pensa, mas há recompensas de se chegar na imagem desejada, idealizada, sonhada, etc. Não há dinheiro farto, mas há remuneração – não a adequada e muito menos a sonhada, para quem a faz a escolha e a realiza honestamente. Temos que enfrentar os amigos do alheio também, como quase todo cidadão no país que vivemos, mas temos normalmente em nosso poder algo que pode valer alguns “dins dins” a eles por que há quem compra – para levar vantagem e as vezes até para vender à outros fotógrafos obtendo lucro.

Voightlander

Uma companheira e tanto, minha Voigthlander Bessa R3M (Foto: © Pepe Mélega)

Não, não é fácil, mas qual profissão o é quando se trabalha honestamente? Sou fotógrafo e continuarei a se-lo por ser apaixonado pelo que faço e pelas oportunidade que a fotografia me ofereceu. Sou fotógrafo por que ainda tenho a paixão por fazer fotos que me emocionam e mostram isso a outros observadores. Sou fotógrafo profissional pois ainda tenho a maior parte de meus rendimentos proveniente das fotografias que faço. Parabéns a mim por ser o que desejei ser e não por outro motivo. Se você vê a fotografia assim parabéns a você também.

Todo dia é um clico novo, o resto depende de nós! (Foto: Pepe Mélega)

 

Lembrando aos que se acham

•02/07/2015 • Deixe um comentário
Foto: © Pepe Mélega

Foto: © Pepe Mélega

Detesto rebater algumas coisas, mas hoje (02/07/215) li duas ou três criticas feitas por fotógrafos e “n” comentários de “pseudo fotógrafos” que se acham bacana ao menosprezar (através da generalização) fotos que são documentos importantes como velhinhas enrugadas, de paisagens com longas linhas que unem mar e montanhas feitas em baixa exposição, dos emaranhados de fios, dos reflexos em poças d’água, das paredes grafitadas e até do pôr do sol, mas tudo isso é manifestação, é documentação, é aprendizado que se passa ao fotografar tais situações. Há as muitos bem feitos que se tornam ícones e até enfeitam as paredes de alguns que se manifestam contrários para se passarem como “in”, “politicamente correto” ou “alinhados com a nata da fotografia”. Recomendo olharem a história, analisar quantos clichês se tornaram importantes por terem sido vistos de outra forma ou simplesmente por que foram bem fotografados e ou pintados por quem sabe manusear de fato a ferramenta que tem a disposição. Alguns que aparecem com comentários soberbos na time line, de um grande amigo e fotógrafo meu, possuem em seus acervos “n” fotos como as descritas e escrevem como sabedores da “grande profundidade de fotografar as dificuldade da sociedade modernista no compasso da contemporaneidade” – modo irônico on. A fotografia pode ser um lazer, uma forma de registrar lembranças, uma forma de apresentar através da imagem uma mensagem, pode até ser uma coleção de carros, mas é antes de tudo uma forma autoral onde cada um tem sua forma de ver e sentir. Aos “artistas de plantão” , se querem respeito, comecem a respeitar a fotografia como ela nasceu, sendo reproduzível, sendo repetitiva, sendo documento, sendo só lembrança e mostrem através de suas fotos a vossa genialidade comovendo as pessoas ao invés de ficar menosprezando aqueles que a fazem por lazer, por amor, algo que querem ter como lembrança. Abs 

Passa ano, entra ano…

•30/12/2014 • 1 Comentário

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Lá vamos nós, mais um ano indo e outro chegando, estive ausente do meu Blog, estive ausente de parte da web por opção, é cansativo, viramos escravos das obrigações de estar nas redes sociais e acabamos esquecendo do social, do compartilhar, do estar junto.

Esse ano pode estar junto de gente que amo e de gente que aprendi a gostar, deixei de lado alguns e me preocupei mais com os que gostam de mim. Meus amigos me viram, curtimos e tomamos cervejas juntos, aproveitamos os bons momentos e nos ajudamos nos ruins. Alguns colegas de trabalho já são mais amigos e outros se tornaram mais próximo, gosto deles, mas já convivo bastante com eles, logo preciso do tempo fora do trabalho para conviver com os outros que não vejo.

Optei em 2014 por outro formato, nada de ficar me desdobrando para atender sicrano ou beltrano, o meu tempo é meu e é cedido a quem dá valor a ele e ou a quem paga por ele (para ter-me profissionalmente). Isso me fez entender o quanto ser bom ou bonzinho é igual a ser trouxa. Dana-se quem ficou sem meu tempo, provavelmente não o merecia e ou não pagou por ele!

Amigos de verdade tenho anotado e quando precisam sabem que estou de alguma forma pronto, vocês são importantes ao seu tempo e têm meu tempo.

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Sejamos mais felizes, vamos sorrir mais, um bom dia seguido de um sorriso é melhor do que uma cara feia e ou amargurada. Vamos trabalhar o necessário, mas produzir quando estivermos trabalhando, que sem duvida vai sobrar mais tempo para nos divertir-mos.

Vamos dar nossa opinião, vamos aplaudir acertos, vamos reclamar dos desacertos, mas não vamos permitir que opiniões contrarias prejudiquem nossos dias e nossas amizades. Todos têm direitos a acertos e erros, é preciso conviver com isso. Mas os erros que infringem leis e ou regras precisam ser denunciados, precisam ser combatidos para não se tornarem a regra e isso é pedir um basta a impunidade – aquela que reina em meu país e talvez no seu, é pedir para ser justo com o coletivo que vive numa sociedade organizada. Se virar bagunça generalizada, vira terra sem lei, sem princípio e ai  não adianta campanha contra o racismo, homofobia, etc, vira cada um por si e dane-se o próximo. Não devemos esquecer que os direitos do outros não exclui o nosso. Sim o meu, o seu e o do próximo, de nada adianta defender um direto se esquecemos dos outros direitos.

Enfim, como todo ano, que vocês tenham um ano melhor em 2015, com mais conquistas, saúde, prosperidade, etc – mas que seja um ano direto, reto e direito.

Abraços

Difícil de entender, mas…

•20/07/2014 • 1 Comentário

A foto era um simples teste para saber como a câmera se comportava nas baixas luzes, a opção foi faze-lo ao crepúsculo de forma a avaliar o resultado final em uma imagem impressa. Achei bastante satisfatória o resultado ao examinar uma ampliação no tamanho A4. Resolvi fazer uma ampliação maior e pedi uma print em tamanho A2, a intenção era ver o quanto aguentava de ampliação em condições de luz critica. Ao ir retirar a imagem obviamente a abri para uma olhadinha básica e fiquei bastante satisfeito, foi quando uma pessoa perguntou ser eu o artista. Respondi que sim, era eu o fotógrafo. E a resposta venho de uma forma positiva e surpreendente. –É uma boa imagem. Vai agradar a colecionadores, podemos negociar.

Susto total de minha parte, é uma imagem teste sem pretensão de nada e escuto isso de uma pessoa na cidade de New York onde muitas fotografias são negociáveis. Perplexo e me perguntando até hoje o que é arte? Não sei responder, mas para aquele senhor que me abordou, dono de uma galeria localizada perto do marco zero a arte estava nessa imagem abaixo:

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Todo dia é bom!

•17/07/2014 • Deixe um comentário

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Depende de nós para que ele continue a ser. Sim depende de nós e de nossas atitudes, depende de quanto aguentamos provocações e desaforos, depende de quanto sorrimos, de quanto agradecemos, etc. Mas isso vocês já sabem e não preciso ficar com aquele blablabla.

O assunto é outro, é como você olha para o seu dia a dia, é como você encara o que seu caminho lhe oferece e como você o usa. Se alguém lhe dá bom dia, você retribui? Se alguém lhe ajuda você agradece? E se o momento te dá uma foto você a faz? Pense nisso, pois o prazer de ver uma boa foto desse momento faz o seu dia melhorar!

Você está sempre com sua câmera? O seu celular fotografa? Então fotografe, curta suas imagens, mas acima de tudo saiba escolher (ou editar) o que mostrar. As comunidades já estão cheias de porcaria, cheia de imagens que só trazem desconforto, agonia, aflição ao nosso dia a dia. Não transforme o meu bom dia e dos outros também com uma imagem fixa e ou em movimento que nada agrega, que nada alerta, que nada agrada. Torne o dia dos outros melhor com suas imagens boas…

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 Pepe Melega assinatura

 

Pensamento de fotógrafos de rua (Street Photos)

•11/05/2014 • 2 Comentários

Shadows on the bridge

Quando pensamos na palavra: “amador ” geralmente tendemos a pensar nele como um termo negativo . Chamamos as pessoas com pouca habilidade de serem amadores. Na fotografia, ” fotógrafos amadores ” são conhecidos por serem os fotógrafos “incompetentes”, que tomam composições pobres, tem equipamentos demais, e se fantasiam como tal quando saem para as ruas.

No entanto, o verdadeiro significado da palavra ” amador ” é – alguém que faz algo por amor, ao invés de ser um “profissional” (alguém que faz algo por dinheiro ), continue fotografando por amor.

Kertesz abraçava o fato de que ele era um amador na fotografia e tinha uma forma muito carinhosa de se intitular ou intitular conhecidos que como ele gostam da fotografia como amadores:

“Eu sou um amador e pretendo continuar a ser um toda a minha longa vida. Eu atribuo à fotografia a tarefa de captar a verdadeira natureza das coisas, seu interior , sua vida. A arte do fotógrafo é uma descoberta contínua , que requer paciência e tempo. Uma fotografia mostra sua beleza de verdade quando captada como qual ela está ”

” Por esta razão eu me recuso a usar os truques do comércio e o virtuosismo profissional que poderia fazer-me trair minha carreira. Assim que eu encontro um assunto que me interessa, eu enquadro com a câmera para capturar com sinceridade. Olhe para os jornalistas e para os fotógrafos amadores! Ambos têm apenas um objetivo: capturar uma memória ou um documento. E essa é a fotografia pura ” – André Kertész

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A sua maneira : Abrace o termo ” amador ” – se você não presta serviço por dinheiro como fotógrafo, e saberá que você fotografa por amor a fotografia. Não veja sua fotografia como menos importante apenas porque você não ganha a vida com isso. Muitas vezes, ser um fotógrafo profissional pode corromper a primeira razão pela qual você pegou uma câmera – o puro amor à fotografia.

E como Kertesz nos sugere : uma vez que você encontrar um assunto , um conceito, ou um tema que lhe interessa, capture totalmente e use sua fotografia como um meio para o que você acha que seja verdadeira. Faça da sua fotografia de rua uma maneira de expor o que você vê na vida e torne-a bonita, honesta e imortal.

Adaptação a língua portuguesa de um texto de autoria de Eric Kim (http://erickimphotography.com/blog/2013/09/16/10-lessons-andre-kertesz-has-taught-me-about-street-photography/)

 
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