Crise política ? A culpa é nossa !

•20/06/2017 • Deixe um comentário
Corredores de Newark (1 de 1)

Corredores de Newark (Foto: Pepe Mélega)

Indignação com fatos, esclareço: Eu já peguei carona em avião e helicóptero de amigos, conhecidos e clientes, e dai? Por que quando é algum político a impressa faz tanto alarde? Por que não se trás a tona o que realmente interessa? Por que não se apresenta de vez provas – que existem, sobre as falcatruas feitas? Por que um político, que é um cidadão como eu e você que me lê, não pode jantar com amigos, conhecidos e ou ter encontros com um par – seja lá qual for?

O problema é a mentira – mentira que domina a classe política, que retirou a credibilidade deles ! A mentira que surge, pois a impressa tudo usa. E usa sem base, sem comprovação porque você cidadão lê sem filtrar, acredita, gosta e passa a informação para frente com ares de profundo conhecedor do assunto.
Exemplo: Qual o problema de um fulano ter conta no exterior? Tem muita gente acusando e condenando sem conhecer a lei. Não há problema nenhum, desde de que se tenha dentro da lei! O mesmo se alguém tem uma propriedade fora do país. Aqui já é taxado de bandido e criminoso. Você pode ter uma casa na praia lá em Maragogi que está tudo certo e ele, político, não pode ter apartamento em Miami. Por que? Se ele tem patrimônio ganho honestamente para tal, se esse patrimônio é declarado e mesmo se ele usou um artificio legal para reduzir custos de impostos e os pagou, eu pergunto, qual é o problema?
Ahhhh, o problema é ele ter, é ele poder – logo ele roubou alguém! Muitos pensam assim, é mais fácil, no país onde, o feito mais fácil, predomina, né. Por que não pensar em trabalhar melhor, evoluir, correr atrás para se ter também?
E quando alguém resolve sair do país para ter oportunidade de crescer? Piorou né! Vai lá limpar as privadas deles. Vai limpar a bunda deles, pois é só isso que você vai conseguir. Mas a maioria que tomou essa decisão se deu bem. Se deu por um único motivo – lá não estão contaminados com a “lei” do mais fácil, do meia boca, do é culpa do patrão, ou o mal patrão que despeja que a culpa é de funcionários não comprometidos. Comprometidos com o que? Com o salário que não vêm, com o dinheiro que não cobre o custo de vida básico, com a saúde inexistente, com a educação cara e de baixa qualidade, etc.
Mas é culpa é nossa, minha inclusive – nós nos acomodamos com isso e nada fazemos para mudar. Nós aceitamos tudo e damos de bacana chamando de ladrão quem pode andar de avião executivo, helicóptero, carão, etc. Nós não somos capazes de olhar e pensar: Vou trabalhar honestamente e crescer como eles. Eu vou ter meu carrão, minha casona, etc.
Quando muito pensamos: Como eu vou arrumar uma boquinha para me dar bem como esses caras. É assim que criamos e continuamos a criar gerações de políticos que ai estão e poderão estar no futuro.
Pense nisso – a política é uma forma de se enriquecer usando o seu, o meu, o nosso dinheiro! Vote melhor, ou vote nulo se ninguém lhe agrada !
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A fotografia vai morrer ?

•30/10/2016 • 3 Comentários
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Foto: © Pepe Mélega

Sebastião Salgado tem razão !! Aceitem ou não, ele tem razão. O problema é interpretar o que ele diz e ou escreve – ele não é contra o processo da fotografia digital – pelo contrário ele se culpa de ter demorado muito a usá-lo. Ele não é contra as alternativas para fotografar além das câmeras. Ele não gosta, não curte – aliás ter um smartphone, tablet entre outros equipamentos que fotografam é ótimo. O que ele questiona é a quantidade de imagens que são feitas atualmente e jogadas para nosso consumo visual sem critério, sem cuidado! Esse é o ponto, a fotografia não mais se materializa, não é impressa mais. Fotografa-se tudo e mais um pouco e jogamos com os recursos da globalização através da internet pelo mundo numa velocidade absurda. E com isso perdemos, muitas vezes, a chance de ver bons trabalhos que se perdem no meio de tantas coisas ruins que consumimos muitas vezes sem desejar.

Sombra e Luz

A fotografia pode ser de um  smartphone, mas é preciso ter critério nas escolhas do que disponibilizar nas redes (Foto: © Pepe Mélega)

Há muita coisa ruim, mas há muita coisa boa, o problema é que a atual velocidade de dispor as novas imagens para o mundo e o conceito do “like” mascaram o que realmente é bom em prol do popular. Fotografia é além do equipamento – não há duvida, é muito da cultura de quem a faz, de quem se prepara para faze-la. Fotografia também é equipamento – ambas andam juntas para entregar o resultado desejado. Que maravilha que a tecnologia me oferece, elimina peso e me proporciona mais conforto , mais rapidez e mais controle sobre minha produção fotográfica. Sou grato a ela – pois conheci e me dediquei à uma fotografia (época dos filmes) fascinante, mais difícil com menos controle sobre minha produção do que tenho atualmente e muito mais prejudicial a minha saúde antes do que hoje. Agradeço a essa tecnologia, mas há o efeito colateral – há um excesso de imagens sem critério, de filtros disponíveis que destrói boas imagens em nome da modernidade, da modinha em usa-los. Pensem se não acontece, se torna banal, fútil e compete pela falta de cultura com material excelente que a mesma tecnologia nós permite fazer.
Sebastião Salgado está certo – o problema é a interpretação.

Artigo em referencia: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2016/10/sebastiao-salgado-preve-fim-da-fotografia-em-20-ou-30-anos.html

Para ver, curtir e entender

•18/01/2016 • 1 Comentário

Vi no facebook e estou compartilhando pois é genial, John Lennon, Keith Richards e Eric Clapton juntos. Abs

Dia do Fotógrafo

•08/01/2016 • 1 Comentário

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Hoje, 08 de Janeiro parece ser o dia do fotógrafo, para mim a mais de 48 anos todo dia é do fotógrafo ir a luta por uma nova imagem, para realizar uma nova fotografia através de mais um ensinamento que absorveu ou de mais uma experiência para chegar ao resultado desejado. Já fui fotógrafo full time, vivia somente da fotografia, depois passei a precisar de mais fontes de renda para viver e isso continuou e continua. Não há glamour como se pensa, mas há recompensas de se chegar na imagem desejada, idealizada, sonhada, etc. Não há dinheiro farto, mas há remuneração – não a adequada e muito menos a sonhada, para quem a faz a escolha e a realiza honestamente. Temos que enfrentar os amigos do alheio também, como quase todo cidadão no país que vivemos, mas temos normalmente em nosso poder algo que pode valer alguns “dins dins” a eles por que há quem compra – para levar vantagem e as vezes até para vender à outros fotógrafos obtendo lucro.

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Uma companheira e tanto, minha Voigthlander Bessa R3M (Foto: © Pepe Mélega)

Não, não é fácil, mas qual profissão o é quando se trabalha honestamente? Sou fotógrafo e continuarei a se-lo por ser apaixonado pelo que faço e pelas oportunidade que a fotografia me ofereceu. Sou fotógrafo por que ainda tenho a paixão por fazer fotos que me emocionam e mostram isso a outros observadores. Sou fotógrafo profissional pois ainda tenho a maior parte de meus rendimentos proveniente das fotografias que faço. Parabéns a mim por ser o que desejei ser e não por outro motivo. Se você vê a fotografia assim parabéns a você também.

Todo dia é um clico novo, o resto depende de nós! (Foto: Pepe Mélega)

 

Lembrando aos que se acham

•02/07/2015 • Deixe um comentário
Foto: © Pepe Mélega

Foto: © Pepe Mélega

Detesto rebater algumas coisas, mas hoje (02/07/215) li duas ou três criticas feitas por fotógrafos e “n” comentários de “pseudo fotógrafos” que se acham bacana ao menosprezar (através da generalização) fotos que são documentos importantes como velhinhas enrugadas, de paisagens com longas linhas que unem mar e montanhas feitas em baixa exposição, dos emaranhados de fios, dos reflexos em poças d’água, das paredes grafitadas e até do pôr do sol, mas tudo isso é manifestação, é documentação, é aprendizado que se passa ao fotografar tais situações. Há as muitos bem feitos que se tornam ícones e até enfeitam as paredes de alguns que se manifestam contrários para se passarem como “in”, “politicamente correto” ou “alinhados com a nata da fotografia”. Recomendo olharem a história, analisar quantos clichês se tornaram importantes por terem sido vistos de outra forma ou simplesmente por que foram bem fotografados e ou pintados por quem sabe manusear de fato a ferramenta que tem a disposição. Alguns que aparecem com comentários soberbos na time line, de um grande amigo e fotógrafo meu, possuem em seus acervos “n” fotos como as descritas e escrevem como sabedores da “grande profundidade de fotografar as dificuldade da sociedade modernista no compasso da contemporaneidade” – modo irônico on. A fotografia pode ser um lazer, uma forma de registrar lembranças, uma forma de apresentar através da imagem uma mensagem, pode até ser uma coleção de carros, mas é antes de tudo uma forma autoral onde cada um tem sua forma de ver e sentir. Aos “artistas de plantão” , se querem respeito, comecem a respeitar a fotografia como ela nasceu, sendo reproduzível, sendo repetitiva, sendo documento, sendo só lembrança e mostrem através de suas fotos a vossa genialidade comovendo as pessoas ao invés de ficar menosprezando aqueles que a fazem por lazer, por amor, algo que querem ter como lembrança. Abs 

Passa ano, entra ano…

•30/12/2014 • 1 Comentário

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Lá vamos nós, mais um ano indo e outro chegando, estive ausente do meu Blog, estive ausente de parte da web por opção, é cansativo, viramos escravos das obrigações de estar nas redes sociais e acabamos esquecendo do social, do compartilhar, do estar junto.

Esse ano pode estar junto de gente que amo e de gente que aprendi a gostar, deixei de lado alguns e me preocupei mais com os que gostam de mim. Meus amigos me viram, curtimos e tomamos cervejas juntos, aproveitamos os bons momentos e nos ajudamos nos ruins. Alguns colegas de trabalho já são mais amigos e outros se tornaram mais próximo, gosto deles, mas já convivo bastante com eles, logo preciso do tempo fora do trabalho para conviver com os outros que não vejo.

Optei em 2014 por outro formato, nada de ficar me desdobrando para atender sicrano ou beltrano, o meu tempo é meu e é cedido a quem dá valor a ele e ou a quem paga por ele (para ter-me profissionalmente). Isso me fez entender o quanto ser bom ou bonzinho é igual a ser trouxa. Dana-se quem ficou sem meu tempo, provavelmente não o merecia e ou não pagou por ele!

Amigos de verdade tenho anotado e quando precisam sabem que estou de alguma forma pronto, vocês são importantes ao seu tempo e têm meu tempo.

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Sejamos mais felizes, vamos sorrir mais, um bom dia seguido de um sorriso é melhor do que uma cara feia e ou amargurada. Vamos trabalhar o necessário, mas produzir quando estivermos trabalhando, que sem duvida vai sobrar mais tempo para nos divertir-mos.

Vamos dar nossa opinião, vamos aplaudir acertos, vamos reclamar dos desacertos, mas não vamos permitir que opiniões contrarias prejudiquem nossos dias e nossas amizades. Todos têm direitos a acertos e erros, é preciso conviver com isso. Mas os erros que infringem leis e ou regras precisam ser denunciados, precisam ser combatidos para não se tornarem a regra e isso é pedir um basta a impunidade – aquela que reina em meu país e talvez no seu, é pedir para ser justo com o coletivo que vive numa sociedade organizada. Se virar bagunça generalizada, vira terra sem lei, sem princípio e ai  não adianta campanha contra o racismo, homofobia, etc, vira cada um por si e dane-se o próximo. Não devemos esquecer que os direitos do outros não exclui o nosso. Sim o meu, o seu e o do próximo, de nada adianta defender um direto se esquecemos dos outros direitos.

Enfim, como todo ano, que vocês tenham um ano melhor em 2015, com mais conquistas, saúde, prosperidade, etc – mas que seja um ano direto, reto e direito.

Abraços

Difícil de entender, mas…

•20/07/2014 • 1 Comentário

A foto era um simples teste para saber como a câmera se comportava nas baixas luzes, a opção foi faze-lo ao crepúsculo de forma a avaliar o resultado final em uma imagem impressa. Achei bastante satisfatória o resultado ao examinar uma ampliação no tamanho A4. Resolvi fazer uma ampliação maior e pedi uma print em tamanho A2, a intenção era ver o quanto aguentava de ampliação em condições de luz critica. Ao ir retirar a imagem obviamente a abri para uma olhadinha básica e fiquei bastante satisfeito, foi quando uma pessoa perguntou ser eu o artista. Respondi que sim, era eu o fotógrafo. E a resposta venho de uma forma positiva e surpreendente. –É uma boa imagem. Vai agradar a colecionadores, podemos negociar.

Susto total de minha parte, é uma imagem teste sem pretensão de nada e escuto isso de uma pessoa na cidade de New York onde muitas fotografias são negociáveis. Perplexo e me perguntando até hoje o que é arte? Não sei responder, mas para aquele senhor que me abordou, dono de uma galeria localizada perto do marco zero a arte estava nessa imagem abaixo:

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