Inputs Interessantes

•16/11/2009 • 5 Comentários

Pep

Pepe Mélega Austin, TX (Foto: Tati Mélega)


São algumas décadas trabalhando com fotografia, as vezes part time e outras full time, passei por muitas frustações e outras tantas realizações. A fotografia ou melhor o oficio de fotografar está sempre em constante mudança – pode ser para melhor ou para pior, mas depende de como você o vê e se posiciona perante ele. Fotografar profissionalmente não é ganhar uma câmera (ou compra-la) e pensar em realizar uma renda extra. Vai um pouco além. Os que se dão bem o fazem com determinação, quase no limite da obsessão. Fotografar profissionalmente é um negócio, pode ser um sonho, mas tem que ser um sonho que termine em um negócio.

1 – Se você tem um sonho siga atrás dele com determinação, organização e razão não deixe o coração falar mais alto.
2 – Comece materializado seu sonho, coloque por escrito o que você deseja e precisa para realiza-lo.
3 – Pesquise, analise, entenda aonde você está focando seu sonho. Conhecer amigos e inimigos ajuda na estratégia.
4 – Organize-se: escreva as etapas necessárias para realizar seu sonho e realize-as, faça follow up de si mesmo.
5 – Não é o que querem pagar e sim em que faixa de retorno financeiro você quer trabalhar é isso que define sua planilha de custo.
6 – Saiba quanto vai investir: dinheiro, equipamento e tempo são investimentos, determine um prazo viável e avalie se vale pena prosseguir, corrigir o rumo ou desistir, trate do seu sonho como uma empresa que quer lucro (ganhar dinheiro).
7 – Invista em você também, recicle ideias, conhecimento, mantenha-se atualizado e motivado.
8 – Quem construi sonhos e os têm como realidade construi o sucesso, corra atrás do seu, seja o motor que o faz ir em frente.

Dica: para abrir um negócio procure pelo Sebrae ou Associações.

Ganhar dinheiro, viver com dignidade do oficio de fotografar não é crime é trabalho e trabalho deve ser remunerado quando se torna fonte de renda para subsistencia. Suas imagens representam seu produto e produto se vende, não se troca por credito, favor, promessas……

Acontece em Manhattan, NY

•12/11/2009 • 5 Comentários

Joel and Pepe

Encontro Marcante (Foto Marcelo Lessa)


Final de semana agitado na ilha, Halloween Parade na noite de sábado (31/10) e NY Marathon no domingo (01/11), mas o que ficou mesmo de recordação foi o encontro com Joel Meyerowitz na esquina do Bryant Park na 42nd st com a 5th ave para uns clicks de street shot no sábado após registrar atividades do treino para a maratona.

Com mais de 70 anos vividos ele continua ativo, bem humorado e dividindo muito o que sabe. Um fotógrafo de bem com a vida e no estilo NYC.

Navegue pelo site de Joel Meyerowitz

Como é bom esses acontecimentos na vida de um fotógrafo apaixonado pelo que faz, mesmo após anos de atividade! Abs

Esqueça Megapixels!!!!!!

•04/11/2009 • 3 Comentários
NY Metro-1

Metro de NY, câmera Panasonic GF1 (Foto: Pepe Mélega)

Um monte de megapixels não é tudo. Procure uma câmera que permita ajustar as definições manualmente com sensor grande (fisicamente) e tenha uma lente de boa qualidade, se você souber interpretar a luz terá mais qualidade de imagem.
Abraços

NY-PhotoPlus 2009

•23/10/2009 • 5 Comentários

A entrada para visitantes do PhotoPlus 2009 (Foto Pepe Mélega)

A entrada para visitantes do PhotoPlus 2009 (Foto Pepe Mélega)

Ontem foi a abertura, passei muito tempo por lá e vi muitas coisas interessantes. Fotógrafos são iguais em qualquer lugar do mundo, com certeza. Câmera pendurada, muita curiosidade e disposição. Dos que palestram a mesma coisa de sempre uns se acham a última bolacha do pacote (e normalmente são muito limitados), outros normais e atenciosos e há aqueles abençoadas – sabem muito e estão sempre a dividir.

Dos grandes lá estavam Canon, Leica, Nikon, Olimpus e Sony no contexto temos de tudo um pouco. Nas especializações Arca Swiss, Leaf, Schneideider, B&W, Lee Filters, Carl Zeiss, etc.

A briga por carregar seu equipamento é ótima e apresenta soluções diversas, mas o destaque a meu ver fica para Tenba e Think Tank com soluções que resolvem.

Destaques não necessáriamente nessa ordem EOS 1D Mk IV, Nikon D3S, Olympus EP1 (disputadissíma a pelestra sobre ela), Leica M9, Leica S2, Leica X1 – uma beleza de câmera. Mamiya DL 33, me agradou, estava num estande de loja e pode manusea-la a vontade. Peço desculpas, mas não deixam fotografar os lançamentos de jeito nenhum de perto (não sei o por que, acho que é para usar as fotos para divulgação produzidas por eles).
Muita solução de fotolivro. Papeis de algodão e fibras alternativas de todo tipo para impressão jato de tinta, aqui a briga é boa e o destaque continua sendo Museo e Canson. As impressoras brilham, mas não tanto como no ano passado, a meu ver a tecnologia foi incorporada e todos conhecem o beneficio que elas trazem. Tintas virou monopólio do fabricante de impressoras, não vi nada na feira toda. Wacon com os tablets e monitores dá vontade de fazer loucuras com o cartão de crédito.

Soluções para pendurar de tudo (Foto Pepe Mélega)

Soluções para pendurar de tudo (Foto Pepe Mélega)

Iluminação da mais varidas possíveis e com os orientais chegando forte com ótimas soluções. Nos portateis Norman continua o melhor. Soluções para flash dedicados (tipo Strobist) há mil de todos os formatos e qualidade pegando muito forte os produtos nesse setor.
Destaque para PhotoShleter, arquivamento e visibilidade para comercializar suas fotos, bom atendimento demonstrando as ferramentas e a filosofia do negocio. Surpresa o monitor que me encantou foi o LaCie 730 um 30″ CED-backlight de gente grande, inclusive no preço (US$ 3 400,00).
Muita palestra legal, aliás isso é um show a parte, todo stand tem sua área de palestra com gente bacana sempre dividindo informações com quem se interessa. Fui, estou voltando para o pavilhão (agora são 09:19 AM aqui e lá abre as 10:00). Abs

Mais noticias da Panasonic GF1

•22/10/2009 • 2 Comentários
 Imagem do Madison com A Panasonic GF 1 ISO 400 1/50 f4 (Foto Pepe Mélega)

Imagem do Madison com A Panasonic GF 1 ISO 400 1/50 f4 (Foto Pepe Mélega)


Ontem ela foi passear em NYC e fez alguns clicks (típicos Street Shot), fiquei bem satisfeito com o delay (tempo para o disparo), não se perde a cena, ela DISPARA. Usei em ISOs altos e adorei o resultado em 400 e 800. Já mandei para o Clicio os arquivos em RAW, ele deve comentar também (ver no notebbok não é o ideal, lá ele abre no Eizo, risos). Ela realmente é uma boa opção, estou gostando bastante. Devo usar uma G11 amanhã e poderemos avaliar melhor, mas tenho a impressão que só vai perder na portabilidade.

Meu passe para ir a festa, risos (Foto Pepe Mélega)

Meu passe para ir a festa, risos (Foto Pepe Mélega)

Agora vou me arrumar e pegar o metro, hoje abre a PhotoPlus e sigo para lá logo mais, mando noticias a noite, mas lembrem-se estou com duas horas de diferença. Abs

Panasonic DMC-GF1

•21/10/2009 • 6 Comentários
A pequena que surpreende (Foto Tati Mélega)

A pequena que surpreende (Foto Tati Mélega)

Segunda feira já recuperado da viagem e após resolver algumas pendências durante o dia quando, a tardezinha, bate a porta o encarregado da UPS trazendo algumas caixas e entre elas está uma da Amazon.com que aguardava com interesse. Trata-se de uma câmera compacta, com um sensor maior que as demais e que permite trocar as lentes. Vamos dizer que é uma pequena notável, risos.

Impressiona a qualidade das imagens e os recursos que permitem adota-la com segundo corpo em qualquer situação. Com um anel extra pode-se colocar várias lentes com baioneta M Leica (as próprias Leicas, Carl Zeiis, Voightlander, Zuiko, etc) e deixa-la turbinadissima. As especificações vocês podem acompanhar aqui: Panasonic GF1
Ela é concorrente direta de outra pequena notável a Olimpus EP1, ambas são bárbaras para um proposta de câmera pequena com boa qualidade e de tamanho ideal para levar na bolsa, mochila, etc. Não é uma câmera portátil como as “G: da Canon que vc coloca no bolso da calça. Mas são bárbaras para andar por ai clicando com a certeza de que terá imagens de qualidade quando ampliadas.

Cores do outono (Foto Pepe Mélega 1/80, f8, ISO 100 em 18mm)

Cores do outono (Foto Pepe Mélega 1/80, f8, ISO 100 em 18mm)


Adorei a pegada, o menu é pratico, a lente funcional 14~45mm F3,5 a 5,6 de mínima e F22 no máximo. O LCD é bom, nitido e grande, mas sofre quando o sol está pegando e complica.
A primeira impressão é muito boa, apesar do visor (todas do género sofrem do mesmo mal) ela surpreende muito bem e vai agradar a quem resolver te-la como opção.
Cores da Tarde (Foto Pepe Mélega 1/250, F8, ISO 100 em 31mm)

Cores da Tarde (Foto Pepe Mélega 1/250, F8, ISO 100 em 31mm)

Um pensamento

•16/10/2009 • 3 Comentários


“Para todos aqueles realmente capazes de ver, a fotografia tirada por você representa um testemunho de sua existência” Paul Strand

Bom fim de semana, abs.

Regulamentação da profissão de fotógrafo

•08/10/2009 • 3 Comentários

O que vc acha? Manifeste-se!

Nosso oficio está para ser regulamentado, pelo menos há um projeto em andamento no legislativo federal. Sempre fui meio avesso a ideia, mas pode se tornar algo interessante para a classe.
A exigência de curso superior com certeza é carta fora do trabalho, vide exemplo do jornalismo. Mas a regulamentação em si pode trazer vantagens e desvantagens. A meu ver a mais preocupante é perder o direito atual de opção de registro pessoa juridíca junto ao simples nacional que se amolda perfeitamente ao profissional atual que muitas vezes se instala em um home/oficce e contrata no máximo de uma a duas pessoas.
Porém pode surgir vantagens como seguros mais direcionados e com custo menor (equipamentos, saúde, carteira previdenciária), facilidades na aquisição de equipamentos com importação simplifica e taxa podendo chegar a zero já que não existe manufatura em nosso território de câmeras do tipo reflex e uma pequena melhora no padrão da prestação de serviço já que exigencias básicas serão feitas para registro da profissão. Mas não devemos esquecer que tudo acaba sendo regido pelas leis de mercado. É a oferta e procura que determina no final da contas e o cliente acaba criando as regras da “sobrevivencia” no oficio. O que vocês pensam?

Concursos (cuidado)

•07/10/2009 • Deixe um comentário

É repetitivo, já foi publicado em vários blogs, mas precisamos espalhar, divulgar, difundir informações como essa para que haja respeito em nossa atividade, afinal o oficio é fotografar e a fotografia é a nossa moeda. Abs

Carta aberta do júri do “2º PRÊMIO FOTO ARTE BRASÍLIA – Natureza, Meio Ambiente e Sustentabilidade”, organizado pela empresa ARTE 21 – Artes e Eventos Culturais Ltda.:

Informamos por meio deste comunicado que:

1 – Nós, integrantes do júri do “2º PRÊMIO FOTO ARTE BRASÍLIA – Natureza, Meio Ambiente e Sustentabilidade”, não tivemos acesso ao teor do INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONTRATO DE CESSÃO E TRANSFERÊNCIA DE DIREITOS AUTORAIS antes de o mesmo ser enviado pela organização do Prêmio aos fotógrafos selecionados e premiados. Esse contrato, a ser celebrado entre os fotógrafos selecionados e premiados (cedentes) e a Arte 21 (cessionária, de propriedade da Sra. Karla Osório), deveria prever, conforme o Regulamento publicado no site do concurso, a cessão de imagens para que a empresa organizadora pudesse utilizá-la estritamente para fins de divulgação do próprio Prêmio e para campanhas da ONG WWF.

2 – O júri teve conhecimento do teor deste contrato no dia 28 de setembro de 2009 graças a um email enviado por uma artista pré-selecionada que questionava a redação do mesmo, claramente em conflito com o que previa o regulamento. O questionamento recaía sobre as cláusulas “4” e “6”, do referido contrato, que possuíam a seguinte redação:

4. A CESSIONÁRIA fica expressamente autorizada pelo CEDENTE a executar livremente a montagem das fotografias objeto deste contrato, podendo proceder aos cortes, às fixações e às reproduções necessárias.

6. A CESSIONÁRIA poderá ceder os direitos sobre a(s) fotografia(s) e/ou a conceder autorização de utilização a quaisquer empresas sob seu controle direto ou indireto, bem como a entidade sem fins lucrativos, especificamente à WWF Brasil, sem obrigação de efetuar qualquer pagamento ao CEDENTE.

4 – Por entenderem que a cláusula 4 abre possibilidade para que a Cessionária venha a deturpar a obra cedida por meio de cortes aos quais os fotógrafos não teriam direito de opinar e que na cláusula 6 a Cessionária poderia “conceder autorização de utilização a quaisquer empresas”, subvertendo completamente o que previa o regulamento do Prêmio, os seis jurados encaminharam à organizadora do Prêmio, a Sra. Karla Osório, um pedido formal para que essas cláusulas fossem revistas e o contrato enviado cancelado por meio de um anúncio público.

5 –Após uma intensa discussão e consultas a departamentos jurídicos, a organizadora do Prêmio acatou em cancelar o item 4 do contrato e propôs uma nova redação da cláusula 6 que ficaria da seguinte forma:

“6. O CEDENTE reitera seu aceite formal a todo o teor do Regulamento a que já aderiu de livre e espontânea vontade, ao inscrever-se no Prêmio, e cede os direitos sobre a(s) fotografia(s) àCESSIONÁRIA para que a mesma possa utilizá-las estritamente para divulgação do Prêmio, e à entidade sem fins lucrativos, WWF-Brasil, isentando ambas da obrigação de efetuar qualquer pagamento ao CEDENTE, pelo uso das imagens, que são cedidas, conforme previsto no Regulamento, cujo teor fica inteiramente mantido”. “

6 – Os seis jurados após sugerirem as mudanças para que a Cessão de Direitos se adequasse ao Regulamento, decidiu, de forma unânime divulgar esta carta aberta para que não pese sobre eles o falso julgamento de que os mesmos tinham conhecimento da primeira versão da Cessão de Direitos enviada aos selecionados pela organização do Prêmio.

7 – O júri do “2º PRÊMIO FOTO ARTE BRASÍLIA – Natureza, Meio Ambiente e Sustentabilidade” foi composto por Eder Chiodetto, Milton Guran, Tiago Santana, Rogério Assis, Susana Dobal, Marcelo Reis e Karla Osório. Assinam essa carta aberta seis dos sete jurados, excetuando-se a Sra. Karla Osório, organizadora do Prêmio.

Atenciosamente,

Eder Chiodetto

Milton Guran

Tiago Santana

Rogério Assis

Susana Dobal

Marcelo Reis

Andando pela cidade (São Paulo)

•05/10/2009 • 2 Comentários

As escadas que levam da 9 de julho a Frei Caneca, caminho para chegar ao antigo estúdio do Marcos Capelano (Foto Pepe Mélega)

As escadas que levam da 9 de julho a Frei Caneca, caminho para chegar ao antigo estúdio do Marcus Capellano (Foto Pepe Mélega)


Domingo sai para andar e não pedalar. Câmera pequena na mão e fui com destino ao centro de São Paulo (moro nas imediações da av. Paulista) e não pode deixar de passar pelo MASP, não esqueçam: Imagens de Walker Evans até 10/01/2010. Na feirinha fico olhando as câmeras antigas que lá estão para serem vendidas e as vezes dá uma coceira na mão, mas ainda bem que o escorpião em meu bolso dá sinais de vida, risos.
Segui destino fazendo uns registros em Infra Red já que a minha Voight abastecida com Kodak Tri-X estava nas mãos do bom amigo Marcelo Lessa. Volta clássica olhando a cidade, registrando e parando para um chopp no Central 22, sempre muito agradável.
Uma ilha no centro, rua Avanhadava (Foto Pepe Mélega)

Uma ilha no centro, rua Avanhadava (Foto Pepe Mélega)


Após aos goles refrescantes seguimos reparando detalhes e personagens da cidade ou melhor da super metropole onde sempre descubro novos lugares. Não tenho receio de andar por ela, sempre o fiz antes acompanhado pela discreta Nikon FM2 equipada com um 35mm, depois usava a Contax G2, agora a companheira mais comum é a Voigthlander com uma 35mm Biogon (Carl Zeiss). Mas pode-se ir além disso, pois hoje há compactas incriveis para se usar que geram arquivos RAW de muita qualidade como as recém lançadas Canon G11, Panasonic GF1, Olimpus EP1, que são um show para esse tipo de divertimento ou ensaio serio. É muito bom ter a mão uma câmera desse porte com qualidade. Sou muito grato de ter passado por inumeras Canon *G* que proporcionaram fotos de ângulos inusitados, mergulharam graças as caixas estanque eficazes de valor baixo e que em alguns apertos renderam até uma capa no passado. A tecnologia pode assustar, mas é funcional e rende muito para quem possui a criatividade ao usa-la.